segunda-feira, 9 de dezembro de 2013
SOLIDÃO DE UM BRADO
Onde estamos nós?
Se hoje estamos sós?
Quem ainda bate no peito
Querendo prá si
Mais um heroico feito?
Onde estamos nós
Brasileiros, Guerreiros
No passado aguerridos
Fomos fortes e unidos
Hoje tristes figuras,
dispersos, perdidos
Sem criador, somos criaturas
Sem lutas, sem guerras,
Sem ideais, sem terras,
Sem civismo, sem moral,
Onde se esconde o brado
que um dia fora retumbante?
Certamente não mais dentro do peito
No peito bate apenas um som banal
O civismo nos abandonou
Quando a imoralidade nos contaminou
E contaminados seguimos como gado
Sem cultura, apenas levados
no berço esplêndido adormecidos,
ora anestesiados, ora estarrecidos
Eis que um dia a esperança renasce
Anônimos ergueram-se então num levante
Pareciamos ter acordado
Pras ruas o povo, antes distante
Saiu em marchas por todos os lados
Mas tudo virou em pizza,
Pois foi só por vinte centavos!
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Seu brado é forte. Penetra na alma e nos convida ao bailado poético. Quem há de ficar em silêncio diante de uma construção que incomoda. Já não há tempo para esperar. Seu engajamento poético é um alerta. É a desconstrução da passividade.
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