domingo, 4 de março de 2012

Felicidade de criança!


Momentos guardados dentro da memória, momentos que me trazem a sensação de felicidade pura..aquela felicidade que só uma criança consegue sentir. Felicidade que vinha de uma tarde de brincadeiras com os amigos, pular corda, jogar taco, brincadeira de roda, bolha de sabão, andar de balanço, pular elástico, quem se lembra? E a felicidade de tomar banho de chuva, onde o melhor lugar era debaixo de uma calha qualquer, indescritivel! Ser feliz  fazendo pescarias de caniço onde os lambaris e caraás eram o troféu e que enchiam as fieiras e ao chegar em casa a vó fritava com carinho. Andar de barco pelo banhados cheios pelas enchentes do Jacuí, então? Este era o programa favorito dos meses de outuno e inverno em que o rio enchia o banhado e que aproveitavamos as bagatelas (pequenos barcos) e nos aventuravamos por horas a fio dentro dos banhados. E o verão? Ahh no verão... adorava a felicidade do banho de rio, onde aprendi a nadar...onde mal davamos tempo para a digestão e corriamos para a prainha e nos jogavamos na água até o entardecer ou até ficarmos murchos..Felicidade de criança, felicidade pura...queria sentir de novo..Mas ainda bem que minha memória é vívida e mergulho nas minhas lembranças, me transporto e chego a sentir o cheiro do rio, da chuva, escuto as risadas e sinto na boca o sabor dos lambaris fritos. Memórias felizes que sempre estarão guardadas dentro da melhor embalagem que tenho, meu CORAÇÃO!   

quinta-feira, 1 de março de 2012

O FIM SOPRADO POR NOVOS VENTOS...




Silenciosamente surgiu, entrou como se estivesse esgueirando-se por entre sombras, e ficou ali quieto, como se não existisse. E assim, seguiram-se os dias, sem ser percebido, mas estava lá. Como não fora ainda descoberto? Será que não o vira, ou não o quisera ver? Talvez por não tê-lo visto há muito tempo, nem se dera conta de que ele era "ele"..E eis que naquele dia, ele fora descoberto, surgira impulsionado por uma situação indesejada, acabou sendo notado, percebido e sentido...sim, dolorosamente sentido, ele que não era visto há tanto tempo surge e se faz presente num momento em que, sinceramente ninguém queria descobri-lo..porque descobrir o AMOR justamente quando se despede de quem se descobre estar amando...é desenhar o fim do que nunca existiu...Sim, o fim, porque AMOR precisa de companhia, precisa de reciprocidade, precisa de alguém para regá-lo...e sem isso, morre, definha, dolorosamente acaba, para que lá adiante, ressurja soprado por ventos novos, novas chamas que surgem em nossos caminhos nos lugares mais inusitados...